Cinco bebidas sem álcool para sair e não ser preso na volta

A chamada lei seca está preocupando muito os boêmios mais convictos. Sair e não beber é difícil, eu sei por experiência própria. Sofri um acidente de moto há alguns meses e, volte e meia, estou tomando remédios e proibido de ingerir álcool. Mas isso não deve ser um empecilho para se divertir. Uma das opções, a mais usada creio eu, é eleger aquele amigo que não gosta de uma cervejinha para dirigir, e pegar carona. Um são pode levar até quatro bêbados para casa. Isso fora o benefício ambiental, pela diminuição no número de carros nas ruas. Muito ecochato?

Então, se você quer sair e não tem carona, abra a cabeça. Aqui alerto para cinco opções de bebidas, com base na minha experiência, que podem ser apreciadas na noite, algumas até com benefícios extras.

Cerveja sem álcool

Sei que vários torcem o nariz para isso, mas é uma possibilidade para quem não abre mão do gosto da cevada. E são muitos ao que parece. A venda de algumas marcas da bebida está aumentando entre 20% e 30% no país, em média. Mas é preciso ter atenção. No nosso querido território nacional apenas a Líber, cerveja da Ambev, é totalmente sem álcool. A Kronenbier, da mesma empresa, por exemplo, tem teor alcoólico de até 0,5%. Propaganda enganosa?

Não. Pela nossa legislação é considerada sem álcool qualquer bebida abaixo dessa concentração. Portanto é possível tomar outras marcas, como a Schincariol e Bavária sem álcool. Mas cuidado com volume.

A diferença está no processo fabril das marcas. Na Líber a cerveja é fermentada até o fim, sendo o álcool retirado depois. Um processo tecnologicamente custoso, com maquinário importado e tudo mais. As outras têm o processo de fermentação interrompido, o que deixa uma pequena concentração da substância etílica.

Experimentei uma Líber recentemente e confesso que achei estranha. Ela é mais doce e mais aguada, além de ter aspecto de refrigerante. Mas pelo menos é de cevada. As demais ainda não tive oportunidade.

Drinks sem álcool

Nutritivos, refrescantes e bastante energéticos, os driks sem álcool também são uma bela forma de não infringir nova lei. As bebidas dessa categoria são normalmente preparadas em copos longos (os long drinks) e com suco de frutas, refrigerantes, energéticos, iogurtes e doces, como leite condensado e mel.

A maior parte do público para esse tipo de bebida é compostos pelo sexo feminino, claro. Mas sem preconceito homarada. Cada drink tem sua composição e gosto próprios, e são bastante saborosos. Vai da habilidade do barman. No site Papo de Homem há algumas opções que parecem deliciosas. Mas o certo é perguntar no bar quais são as opções.

Café, mate e energéticos

Como sobre o vinho, a cultura do café é vastíssima. Aromas, sabores, histórias e outras características envolvem a bebida, ideal para um happy hour com os amigos. Se você começar a enveredar por esse mundo, prepare-se para ótimas surpresas. Além disso, o café é um estimulante natural, ótimo para manter o pique da festa. As bebidas a base de mate e os energéticos também são opções revigorantes.

E as empresas já perceberam isso. Segundo notícias que li por aí, elas estão de olho na nossa noite e festejando a lei seca. O café, segunda bebida mais consumida no país –a primeira é a água– aposta na qualidade dos chamados gourmets e especiais, feitos a base de grãos selecionados e misturas (blends) preciosas. Já o mate inventa bebidas quentes para o inverno e misturas com sucos de fruta.

Os energéticos continuam sendo ótima opção para as baladas mais fortes, entretanto agora sem a típica mistura com bebidas alcoólicas.

Refrigerantes, sucos e água

As mais tradicionais, sem dúvida. Os refrigerantes têm uma imensa variedade de marcas e gostos que podem ser apreciados em diversas ocasiões. Isso, claro, quando certas empresas não monopolizam os bares para oferecerem somente suas bebidas. Aposte nos mais exóticos, como as sodas importadas.

Vitaminas não faltam e nem refrescância para os sucos. O ponto forte também fica na variedade, com misturas inusitadas e sabores diversos. Adoro abacaxi com hortelã, por exemplo. Só faço ressalva às misturas com mais de três frutas. Aí já não se sente o gosto de nenhuma delas

A água, sempre ela, hidrata, não engorda (olha aí mulherada!), e é um dos líquidos mais preciosos do mundo. Segundo os mais caóticos, em breve o volume de água potável no planeta será tão pequeno que pagaremos muito caro por uma garrafinha (ecochato novamente?). Então, aproveitemos enquanto é tempo. As chamadas águas saborizadas também são legais. Não gosto muito, mas viraram moda há pouco tempo e estão disponíveis na maioria dos estabelecimentos.

Sei que não disse nada que vocês já não soubessem, mas espero ter alertado para a possibilidade de apreciar outras bebidas além das alcoólicas. Além disso, nessa mudança, você vai sentir outra diferença. No bolso. Elas são muito mais baratas do que as etílicas e vai sobrar algum no fim do mês para aquele livro que você está namorando faz tempo…

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Luís Celso Jr.

Luís Celso Jr. é jornalista e sommelier de cervejas premiado. Também é professor, juiz e consultor de cervejas. Leia mais sobre ele aqui e conheça oClube BarDoCelso.com aqui.

2 comentários em “Cinco bebidas sem álcool para sair e não ser preso na volta”

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