A teoria dos drinks femininos

[Esse texto foi publicado originalmente no blog Conversa  Temperada, da minha amiga e editora Nadia, no Portal RPC. Estou republicando ele aqui só para registro. O original está lá.]

Os coquetéis estão para as mulheres assim como a cerveja para os homens. Não que mulheres não possam beber cerveja e homens drinks. Mas é em grande parte graças a demanda delas que a arte de misturar bebidas se desenvolveu. Não sou lá muito especialista, mas é a teoria que a observação me leva a elaborar.

Provas? Que tal começarmos pelo Cosmopolitan? O drink que se consolidou como símbolo da mulher moderna aparece muitas vezes nas mãos de Carrie Bradshaw, personagem de Sarah Jessica Parker no seriado “Sex and the City”. Dizem até que foi por causa dela que o coquetel ganhou a projeção que tem hoje. Mas quem é um pouco mais velho sabe que o Cosmo, como é intimamente chamado, já havia aparecido nos anos 90 nas mãos de Madonna, que se declarou fã da mistura.

Criado no fim dos anos 80 em Nova York, o drink leva suco de cranberry, suco de limão, vodka, Cointreau e um zest (uma pequena tira da casca) de laranja ou limão. Importante dizer que há inúmeras variações da receita do Cosmo, assim como de outros drinks. Não atirem pedras em mim por causa disso. Essa é a que conheço. Se você sabe de outra, pode deixar nos comentários.

Ingredientes

– 40 ml de vodka (de preferência Citron);
– 30 ml de suco de cranberry (na falta, use suco de framboesa);
– 15 ml de Cointreau;
– 15 ml de suco de limão espremido (use o tipo Taiti).
– zest (tira de casca) de limão ou laranja.

Modo de preparo:
Bata os ingredientes numa coqueteleira com gelo. Penere e sirva numa taça de coquetel.

Variação

Uma dessas variações interessantes foi feita sob medida para outra mulher e sua personagem fílmica. Meryl Streep, no papel da diabólica Miranda Priestly de “O Diabo Veste Prada”, ganhou da Cointreau, uma das empresas patrocinadoras do filme, o drink Demoniac Cosmopolitan. Não conheço a receita desse com detalhes, mas sei que leva além das mesmas bebidas alcoólicas, suco de cranberry, suco de morango e pimenta tabasco. Quente!

Margarita

E por falar em Cointreau, um outro coquetel muito feminino que me ocorre agora é nada mais, nada menos, do que a famosa Margarita. Reza a lenda que ele foi criado no fim dos anos 40 em Acapulco, no México, numa festa oferecida por Margareth Sanders, uma conhecida socialite americana.

Para impressionar seus convidados ela pediu ao marido que preparasse algo diferente dos conhecidos coquetéis, algo que combinasse com aquele local paradisíaco. Ele então misturou as duas bebidas preferidas da senhora Sanders, Tequila e Cointreau. O coquetel fez enorme sucesso e o senhor Sanders o batizou com o nome da esposa, em espanhol.

Ingredientes

– 35 ml de Tequila (de preferência prata);
– 20 ml de Contreau;
– 15 ml de suco de limão espremido (use o tipo Taiti);

Modo de preparo

Bata os ingredientes numa coqueteleira com gelo. Penere e sirva numa taça de coquetel com as bordas incrustadas de sal. Para preparar o copo, passe limão nas bordas e vire num recipiente com sal.

E você, conhece alguma receita de coquetel que julge feminino para ajudar nessa teoria?

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Luís Celso Jr.

Luís Celso Jr. é jornalista e sommelier de cervejas premiado. Também é professor, juiz e consultor de cervejas

2 comentários em “A teoria dos drinks femininos”

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