Estreia da coluna Bar do Celso; lambics, as cervejas selvagens


Os rótulos de lambics mais encontradas no país são Kriek Boon, feita com cerejas, e Geuze Mariage Parfait (casamento perfeito, do francês), ambas da cervejaria Brouwerij Boon, da cidade de Lembeek. Preços entre R$ 33 e R$ 42*

Olá, pessoal. É com imenso prazer que anuncio essas novidades: o blog Bar do Celso ganhou uma coluna mensal na Gazeta do Povo. E ela fica no Bom Gourmet, suplemento de gastronomia que agora virou a primeira revista de periodicidade fixa da editora. O interessante disso é que quando saí da faculdade de jornalismo tinha dois sonhos nessa profissão: escrever para revista e ser colunista. Realizei os dois com uma cervejada só, literalmente.

Gostaria de agradecer a todos os envolvidos nessa conquista. Os que acompanham o Bar do Celso aqui no site da Gazeta ou acompanharam na antiga sede, lá no blogspot, desde 2006. Agradeço também os companheiros de aventuras etílicas, como amigos, donos de bar, colegas de trabalho e fontes dos mais diversos tipos, por estarem sempre ao meu lado. Além disso, àqueles que me apoiaram e confiaram em mim dando as oportunidades para chegar até aqui, principalmente as editoras executivas Andrea Sorgenfrei – que me “descobriu” para esse difícil trabalho de escrever sobre cervejas e agora me chamou para assumir a coluna – e Silvia Zanella – que me convidou para levar o blog para dentro do site da Gazeta.

Então, deixo vocês com o primeiro texto da coluna Bar do Celso. Espero que gostem.

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Lambics, as cervejas selvagens belgas

Na primeira vez que se prova uma lambic, ou uma de suas variações, a reação é sempre a mesma: você faz uma careta, afasta o copo e confere o rótulo para ver se é cerveja mesmo o que está bebendo. Ácida, cítrica e até mesmo um pouco salgada e avinagrada em alguns casos, esse estilo tem muita semelhança com os vinhos, espumantes ou sidras, e lembra pouco as cervejas que consumimos habitualmente. Ela é selvagem e desafiadora, mas guarda gratas surpresas para quem quer “domá-la”. É sem dúvida uma experiência gastronômica rica, mas não é consenso. Ou você ama, ou você odeia.

O que a torna tão diferente é seu método de fermentação espontâneo, o mais antigo e imprevisível de se fazer cerveja. A bebida é preparada e depois transferida a tonéis abertos, onde é resfriada e recebe leveduras e bactérias selvagens do ar. Depois, é transferida para tonéis, normalmente de carvalho, para fermentar e maturar por até três anos. Apesar de existirem outras experiências com esse método, as lambics são produzidas só na região do vale do Sena, próxima de Bruxelas, na Bélgica. O nome é derivado da cidade belga de Lembeek e, atualmente, é também um certificado de origem da bebida da região.

A lambic pura é de cor amarela, bastante azeda e pouco amarga, quase sem espuma, mas são raras de se encontrar. No Brasil, temos acesso mais fácil às derivações. Para quem quer experimentar, aconselha-se uma fruit lambic, que é fermentada com frutas inteiras para torná-la mais fácil de beber. A mistura dá origem a uma bebida leve, clara, agridoce, efervescente e com o sabor evidente da fruta – podem ser utilizadas cerejas, framboesas, amoras, pêssegos, damascos e até uvas. Harmoniza bem com sobremesas e pratos preparados com frutas, chocolate branco e até foie gras.

Outra variação é a Gueuze (ou Geuze), uma mistura de lambics jovens e mais antigas, o que resulta em uma bebida espumante, de cor âmbar, mas com um azedo ainda cortante. Esse estilo foi conhecido como o “champanhe de Bruxelas”. Bons acompanhamentos são frutos do mar de sabor mais intenso, como bacalhau e mexilhões.

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Pão líquido

Uma novidade do mundo das cervejas é a Bamberg Helles (R$ 10,90*), da cervejaria de Votorantim (SP). O estilo é conhecido como o pão líquido da Bavária – reza a lenda que era muito consumida no café da manhã em pubs da região. Um cerveja de coloração amarelada, com aromas de panificação, caramelo e floral. O teor alcoólico é de 5% e harmoniza bem com pratos leves, pouco temperados e gordurosos. Leia mais…

Estilo americano

Hamburguer também pode harmonizar bem com cerveja. Um dica é a Brooklyn Lager (R$ 9,90*). O carro-chefe da cervejaria de Nova York é do estilo Vienna, bastante aromática e de amargor acentuado. As combinações com essa cerveja são bastante versáteis, podendo acompanhar outros tipos de carnes (peixe, porco e frango) e até saladas com sabores mais acentuados.

Oktoberfest

Nessa época do ano volta ao mercado a Eisenbahn Oktoberfest (R$ 4,99*), cerveja sazonal do Grupo Schincariol. Trata-se de uma märzen-oktoberfest, cerveja de baixa fermentação, fácil de beber, de coloração acobreada com aroma de panificação e sabor mais intenso. Harmoniza muito bem com a culinária alemã, como salsichas, carnes de porco e aves pouco condimentadas. O teor alcoólico é de 6%.

* Preços sugeridos pelas importadoras, cervejarias ou distribuidoras.

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Luís Celso Jr.

Luís Celso Jr. é jornalista e sommelier de cervejas premiado. Também é professor, juiz e consultor de cervejas. Leia mais sobre ele aqui e conheça oClube BarDoCelso.com aqui.

3 comentários em “Estreia da coluna Bar do Celso; lambics, as cervejas selvagens”

  1. LARISSA FERNANDES

    OPA!!!! ADOREI O BLOG, O ARTIGO DAS CERVEJAS E ACOMPANHANDO A PARTIR DE AGORA ESSE PEDACINHO GOSTOSO DA GAZETA!! PARABÉNS!!! E BÓRA PRO BAR DO CELSO!!!

  2. LARISSA FERNANDES

    AH, MARIDO E EU FIZEMOS A ROTA DAS CERVEJAS, ESSA AÍ DO VÍDEO DE VCS!!! TUDO DE BOM, PRINCIPALMENTE A WEISS DA SCHORNESTEIN… FOTOS NO KANDESTINUS.BLOGSPOT…

  3. Olá, Larissa. Que bom que gostou e que fez a rota da cerveja. A Schornstein é realmente uma cervejaria ótima. Abraços

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